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A História da Iluminação



Consegue imaginar a sua vida sem iluminação? Feche os seus olhos por instantes e pense que era exatamente assim, na escuridão, que viviam os nossos antepassados. No artigo de hoje convidamo-lo a conhecer um pouco mais sobre a longa História da Iluminação.



Antes da descoberta do fogo há 125,000 anos a.C., o Homem estava limitado à luz natural do dia para efetuar as suas tarefas, geralmente dependentes da visão. Foi no período Paleolítico que o nosso antepassado Homo Habilis fez uma das maiores descobertas de toda a História, ao dominar o fogo e a acender as primeiras fogueiras, iniciou-se assim a história da iluminação.



Tochas


O primeiro instrumento construído pelo Homem para transportar o fogo, há cerca de 70,000 anos atrás, foram as tochas primitivas, que pouco a pouco foram aperfeiçoadas. As primeiras tochas eram feitas com troncos de árvore envolvidos em gordura animal.


As tochas portáteis ou montadas em paredes progrediram muito para além do seu início rudimentar, mas os princípios básicos permaneceram os mesmos ao longo dos anos.



Velas


Posteriormente, nasciam as primeiras velas, construídas com fibras vegetais e gordura animal, que eram armazenadas em recipientes de pedra e barro, assim como troncos e conchas, e ficaram conhecidas como lucernas.


Foram encontrados castiçais que datam o século IV a.C. no Egito. Por outro lado, acredita-se que as sociedades asiáticas produziam velas com gordura de baleia em 200 a.C.


Evidências indicam que as velas modernas surgiram em Roma no século I a.C.


Devido ao facto de serem fabricadas com gordura animal e fibras vegetais, a produção era limitada e o preço era bastante elevado, tornando-as inacessíveis à maioria da população, sendo que eram utilizadas principalmente para fins litúrgicos.


Mais tarde passaram a ser produzidas com cera de abelhas, que não tinha o cheiro desagradável característico das velas de origem animal.


Após 1860, a parafina foi destilada do petróleo e foi produzida em grande quantidade, o que possibilitou a fabricação de velas de boa qualidade a baixo custo, o que permitiu a iluminação dos lares com velas semelhantes às atuais.



Iluminação a Óleo


Evidências da utilização de óleo na iluminação surgem há 4.500 anos atrás em Ur, uma cidade antiga no sul da Mesopotâmia (atual Iraque).


As lamparinas foram surgindo aos poucos. Tratavam-se de recipientes com uma haste no centro que gerava a chama, através de um combustível. O combustível utilizado dependia da disponibilidade, mas era comum ser usado azeite (nos países do Mediterrâneo), óleo de sésamo (no Oriente), óleo de noz, óleo de peixe, entre outros.


Lâmpadas a óleo e velas eram a principal forma de iluminação nos lares comuns e permaneceram praticamente inalteradas até à Revolução Industrial.



Iluminação a Gás


Da lamparina para o lampião foi uma evolução rápida. Feito inicialmente de argila, e adaptado posteriormente para o metal, o lampião consistia numa base de metal com uma moldura de vidro e era abastecido inicialmente a óleo animal e vegetal, que por volta do ano de 1800, foi substituído pelo gás.


O gás em chamas era emitido através de um labirinto de canos subterrâneos que saíam dos tanques de abastecimento da fábrica de gás e seguiam pelas ruas até chegar às casas, igrejas, lojas e escritórios das cidades.


Embora muito mais brilhantes do que a iluminação a óleo, chegando a ter uma eficiência luminosa 10 vezes superior à iluminação de chama aberta, as lâmpadas a gás ainda eram muito fracas, quando comparadas com os padrões modernos.


Ao longo dos anos foram usados diferentes tipos de gás, como o metano, butano, propano, hidrogénio e o gás natural.



Lâmpada Incandescente


Os primeiros trabalhos em lâmpadas incandescentes datam de cerca de 1840. Mas o mundo da iluminação certamente não seria o mesmo sem a invenção da lâmpada elétrica de Thomas Edison em 1879. Esta inovação veio substituir a iluminação a gás e é atualmente a principal fonte de iluminação artificial no mundo.


O primeiro protótipo de sucesso foi desenvolvido em 22 de outubro de 1879, e a luz incandescente dessa lâmpada ardeu durante 13 horas e meia. Poucos meses depois, Edison descobriu um filamento de bambu carbonizado que queimava durante 1200 horas. Foi essa a tecnologia de iluminação revolucionária necessária para estabelecer a eletricidade como fonte primária de energia para a iluminação interna e externa e que se tornou o standard da iluminação ao longo de décadas.


Em 1881, a empresa de Edison fabricava sistemas completos constituídos por dínamo, cabos, interruptores, tomadas e lâmpadas. Este sistema foi usado para iluminar fábricas, lojas de grandes dimensões e as casas das famílias mais ricas.


Em 1910 a iluminação a gás já não conseguia competir com a iluminação elétrica devido à sua economia, conveniência e segurança, e a iluminação elétrica tornou-se o standard.


As lâmpadas incandescentes foram sendo melhoradas ao longo dos anos e em 1920 tinham uma eficácia perto de 15 lúmens/watt.



Lâmpadas Fluorescentes


As lâmpadas incandescentes continuariam a dominar o mundo da iluminação até à introdução das lâmpadas fluorescentes.


Edmund Germer e seus colegas produziram versões funcionais de lâmpadas fluorescentes no final da década de 1920. O objetivo inicial de Germer era criar uma fonte de luz UV que pudesse ser operada sem um controlo elétrico elaborado. Ao revestir o interior da lâmpada com material fluorescente UV, Germer verificou que se tratava de uma fonte de luz inovadora e patenteou as lâmpadas fluorescentes em 1926.


Embora as lâmpadas fluorescentes iniciais exigissem conectores de alta tensão fora do comum para operar, a sua alta eficiência quando comparada à das lâmpadas incandescentes era significativa, o que criou uma procura que cresceu a um ritmo sem precedentes, contrariando a ideia inicial de que estas lâmpadas teriam uma procura limitada devido à sua complexidade.



LED


A maioria das pessoas pensa que a tecnologia LED é relativamente recentemente, principalmente porque apenas se tornou acessível na última década. No entanto, tecnicamente, Henry Joseph Round inventou o primeiro LED em 1907. Infelizmente, a luz amarela pálida que resultou da sua experiência não era suficiente para iluminar uma divisão. Como este primeiro teste pareceu um fracasso, ninguém voltou a desenvolver esta tecnologia durante décadas.


Em 1927, o cientista russo Oleg Losev construiu o primeiro diodo emissor de luz, ou light emitting diode em inglês (LED), enquanto trabalhava com receptores de rádio. Ele observou um ponto de luz esverdeada emitido no ponto de contacto quando a corrente direta passava através de uma junção de contacto no ponto de carboneto de silício. Losev foi o primeiro a propor uma teoria sobre como funcionavam e a visualizar aplicações práticas para os LED, ao publicar as suas descobertas num jornal cientifico russo.


Nick Holonyak, Jr., um engenheiro que trabalhava na General Electric fez uma descoberta monumental em 1962, ao desenvolver um LED que emitia iluminação visível, ou seja, emitia uma luz que se podia ver no espectro visível da frequência. Era um LED vermelho.


M. George Craford, o aluno de Holonyak, partindo da investigação do seu mentor desenvolveu, em 1972, uma luz LED vermelha muito mais brilhante, e conseguiu aperfeiçoar a emissão de outra cor ao criar o primeiro LED a emitir luz amarela visível.


Em 1993, Shuji Nakamura, que trabalhava na Nichia Corporation, foi o inovador por trás do LED azul. O LED azul era importante devido ao facto de poder ser combinado com luz amarela, criando assim a luz branca tão desejada. Considerado um grande avanço na tecnologia da iluminação, o seu trabalho foi reconhecido e Nakamura ganhou o Prémio Nobel de Física de 2014.


Com o aumento da utilização de LEDs, como resultado de várias vantagens que pode conhecer aqui, a história dos LED ainda não terminou. Pelo contrário, novos desenvolvimentos são feitos frequentemente e a tecnologia LED continua a avançar para novas áreas.



É fascinante verificar a evolução da Iluminação ao longo do século passado e tentar imaginar as inovações que o futuro reserva.


Já conhecia o percurso da Iluminação até aos dias de hoje?

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